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terça-feira, 18 de março de 2014

UMA PROMESSA MESSIÂNICA



“Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração” (Salmo 89:4).
Essa promessa foi dada a Davi. Na profecia original, notemos a insistência no uso do singular: “o teu descendente”, portanto, para um só, uma pessoa específica nos propósitos de Deus. A esse descendente foi dada a promessa: “E eu estabelecereipara sempre o trono do seu reino” (2 Sm. 7:12-16). Somos obrigados a passar por cima dos descendentes naturais de Davi, visto que a perpetuidade deles foi impelida pela morte. E, para confirmar essa enfermidade, a própria monarquia davídica foi dissolvida pelo cativeiro babilônico, e,  até hoje, nunca mais se estabeleceu. A promessa a Davi falhou? De modo algum! Esse prometido “descendente” de Davi se refere a Jesus Cristo, “o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi” (Rm. 1:3). Assim, quando a sua vinda foi anunciada, a virgem Maria recebeu esta explanação: “Eis que conceberás e darás a luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lc. 1:31-33). Cristo é o pleno cumprimento da promessa dada a Davi.

Essa promessa messiânica foi anunciada ao povo de Deus muitos séculos antes do seu cumprimento. Assim sendo, será que foi fácil aguardar “a consolação de Israel”? (Lc. 2:25).O Salmo 89 descreve a luta espiritual para manter acesa essa esperança. Em vez de ver a prosperidade do reino davídico, o Salmista reclamou ao Senhor: “Tu, porém, o repudiaste e o rejeitaste e te indignaste com o teu ungido”, até a dissolução de todos os sinais da dinastia davídica: “ deitaste por terra o seu trono” (Sl. 89:38-44). A fé do Salmista foi posta à prova por tantos indícios de futilidade, porém, a sua esperança na imutabilidade da promessa não se extinguiu. Ele termina confessando a sua confiança na soberania do Senhor:  “Bendito seja o Senhor para sempre! Amém e amém” (Sl. 89:52).  Na soberania de Deus, nem sempre nos é dado o privilégio de experimentar o pleno cumprimento de todas as suas promessas que alimentam o nosso coração. A carta aos Hebreus, falando sobre a fé dos nossos antepassados, registra: “Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa”. Deus tem estabelecido o momento certo, quando todo o seu povo desfrutará da plena compreensão das promessas, (HB. 11-39-40). À luz dessas demoras, o Ap. Paulo escreveu: “Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; visto que andamos por fé e não pelo que vemos” (2Co. 5:6-7).

Agora, é importante que façamos uma pergunta necessária: Como podemos alimentar a nossa fé durante os tempos quando, aparentemente, Deus não está fazendo nada para apressar o cumprimento de suas promessas? O Salmista nos dá uma resposta segura, que nunca falhou. Devemos conhecer os atributos de Deus e meditar em cada um; tais como: as misericórdias do Senhor, a sua fidelidade e a sua benignidade. O Salmista tomou esta decisão: “Cantarei para sempre as tuas misericórdias, ó Senhor; os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade. Pois disse eu: a benignidade está fundada para sempre; a tua fidelidade, tu a confirmarás nos céus” (Sl. 89:1-2). Paulo e Silas receberam livramento enquanto “oravam e cantavam louvores a Deus (alegrando-se nos atributos)”. (At. 16:25). E, seguindo o mesmo exemplo, seremos plenamente realizados em todas as nossas esperanças espirituais.

Desde as primeiras promessas messiânicas do Antigo Testamento, o povo de Deus tinha que manter uma confiança na fidelidade de Deus para cumprir as suas promessas. Agora, no Novo Testamento, cremos que Deus já cumpriu essas promessas messiânicas. “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl. 4:4). Cristo não apenas veio ao mundo, mas também cumpriu a sua missão, dando a sua vida em resgate por muitos, (Mc. 10:45). “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele” (1Jo. 4:9). Em virtude da morte substitutiva de Cristo, todo o que nele crê, tem a redenção, o perdão de todos os seus pecados e a vida eterna, (Ef. 1:7).Independente de circunstâncias incompreensíveis, a nossa fé em Jesus Cristo permanecerá imperturbável, olhando firmemente para Ele, por que Ele é o Autor e Consumador da nossa fé, (Hb. 12). "Não temas, crê somente" e será salvo, (Lc. 8:50).

Rev. Ivan G. G. Ross

terça-feira, 26 de março de 2013

Sola Scriptura

SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade



 Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.
Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.
 A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.
 A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.
 Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.
 Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.

Fonte : monergismo